França e Europa: uma relação ambivalente

A relação da França com a Europa é paradoxal. Por um lado, a França há muito apoia fortemente a ideia de uma Europa unida. Aristide Briand, Jean Monnet e Robert Schuman foram os fundadores da integração europeia. Esse entusiasmo também se origina das dimensões intelectuais, idealistas e universais da filosofia francesa. Mas a França também é um país com uma longa história como Estado-nação e uma experiência inicial de poder global. Mesmo quando a posição da França dentro da Europa foi enfraquecida durante o século 19 como resultado do poder ascendente da Alemanha, a França foi capaz de manter sua importância na arena global. Ele encontrou consolo em suas aventuras coloniais e em 1914 era o segundo maior império colonial do mundo. E mesmo quando a Guerra Fria forçou a Europa a depender dos Estados Unidos, a França foi rápida em demonstrar sua independência e peso durante a presidência de Charles de Gaulle.

Desde o desmembramento do bloco soviético e a reunificação da Alemanha, o lugar da França no centro da Europa tornou-se ameaçado. A reação da França foi intensificar suas tentativas de realizar a integração europeia, especialmente por meio da promoção da moeda única. A França decidiu também ajudar a criar uma Europa política (Europe puissance), promovendo a Política Externa e de Segurança Comum (PESC) e relançando uma Política Europeia Comum de Segurança e Defesa (PESD), juntamente com o Reino Unido, na Conferência de 1998 Malo Summit.

Três lições sobre a abordagem da França para a Europa derivam do passado e se aplicam ao presente. Em primeiro lugar, o conceito de Europa é popular na França e é percebido por muitos como uma forma de evitar os conflitos da história europeia e os problemas de equilíbrio de poder na Europa.



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