O menor dos dois males: a virada salafista para a política partidária no Egito

009C0D52C9A54912BC1194784C986A16.JPGNo inverno passado, os partidos salafistas no Egito provaram ser uma força política formidável, ganhando um quarto dos votos nas primeiras eleições do país na era pós-Mubarak. Para muitos em Washington, a força inesperada dos grupos religiosos conservadores do Egito levantou questões inquietantes sobre o futuro das relações entre os EUA e o Egito e os interesses de segurança dos Estados Unidos na região.

O sucesso político dos salafistas transformará o Egito em uma potência antiamericana e fortalecerá grupos jihadistas como a Al Qaeda, que buscam usar a violência contra os Estados Unidos e seus aliados?

No Saban Center Middle East Memo, William McCants, um especialista em Oriente Médio da CNA e professor adjunto da Johns Hopkins University, examina as implicações da virada dos Salafis e do sucesso na política eleitoral. McCants argumenta que, embora a participação política possa não moderar as posições dos salafistas em questões sociais, provavelmente irá corroer a força de seus afiliados mais radicais e violentos. Por esta razão, os interesses da América podem ser mais bem atendidos quando os salafistas desempenham um papel na política pós-revolução.