A mudança no cenário de energia e o desafio de diversificação das economias do Golfo

Os países dependentes de hidrocarbonetos do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) enfrentam desafios para se ajustar à nova realidade dos mercados de energia. A crescente produção de petróleo e gás nos Estados Unidos e a crescente preocupação com as mudanças climáticas significam que suas receitas de hidrocarbonetos provavelmente diminuirão no longo prazo. Ao mesmo tempo, o crescimento populacional e um contrato social rentista tornam o declínio das receitas um desafio para a governança e a estabilidade. Os governos da região compartilham a riqueza do petróleo com seus cidadãos por meio de um setor público grande e bem pago e de preços muito baixos para a energia.

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Cada um dos países do GCC está trabalhando para diversificar sua economia para longe da dependência do petróleo e para aumentar a participação do setor privado na economia. No entanto, a alta produtividade de capital do setor de energia torna a diversificação difícil e os investimentos do governo muitas vezes impedem o investimento do setor privado que eles estão tentando encorajar.

A urgência da reforma não é consistente em todo o GCC. Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos têm as economias mais fortes da região. Eles têm grandes recursos e pequenas populações, levando a níveis muito altos de exportações e reservas de hidrocarbonetos per capita. Com menos ameaça existencial, a reforma tem como foco o crescimento contínuo e o fornecimento de uma economia diversificada e vibrante para seus cidadãos. Arábia Saudita, Bahrein e Omã enfrentam desafios mais profundos. A Arábia Saudita tem vastas reservas de petróleo, mas sua grande e diversificada população significa que suas reservas e receitas são relativamente pequenas em uma base per capita. A Arábia Saudita também enfrenta o desafio de fornecer empregos significativos para um grande contingente de jovens - 40% de sua população tem menos de 25 anos. Bahrein e Omã têm reservas e receitas muito menores e enfrentam um declínio na produção. Ambos também enfrentam desafios políticos na promulgação de reformas, embora de natureza diferente nos dois países.



Em todo o GCC, os investimentos contínuos em educação e capital humano e o aumento do papel das mulheres na economia podem gerar dividendos. Além disso, é crucial aumentar o papel do setor privado nessas economias dominadas pelo setor público. O estabelecimento de parcerias público-privadas e a privatização de alguns ativos públicos são bons lugares para começar.